sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eu vou votar no Brasil.

Tenho as minhas convicções políticas e ideológicas, já tenho o meu candidato ou candidata, no qual acredito ser o melhor para o meu país, pois creio que seu projeto de governo atende a atual necessidade das expectativas de milhões de brasileiros.

Não vou votar em um partido, pois não gosto de ser alienado à ponto de acreditar que só este partido ou aquele é que podem beneficiar o meu país, também não acredito em políticos honestos e verdadeiros, creio que eles estão em extinção.

Quero um país melhor, com mais educação, oportunidade para todos, melhorias tecnológicas em todas as áreas, aumento da produção industrial, menos burocracia, facilidades para micro e pequenos empreendedores, leis que protejam os LGBT, melhorias na CLT, facilidade para as importações e exportações, crescimento do nosso PIB e PNB, que o pré-sal traga mais lucros para a Petrobrás e para o nosso país, e que acha cada vez mais empreendedorismo.

Quem fará essas proezas? Não, sei. Votarei no melhor, segundo as minhas concepções e no que atende as minhas expectativas, se a minha candidata ou candidato não ganhar, então que aquele ou aquela que subir ao poder faça as melhorias necessárias e tente fazer da melhor forma possível, que acabe ou pelo menos tente, acabar com a corrupção, insegurança, problemas sociais, entre outros.

Domingo eu exercerei o meu dever de cidadão e exigirei os meus diretos, como todos devem fazer ganhando A ou D, espero que o gigante que acordou, mantenha-se acordado e corra atrás de seus sonhos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Quando eu me vi boderline

"Eu o amava. Mas esse amor não era sempre, era apenas por certa hora, por certo momento, vivíamos um amor boderline, a traição consentida me atraia, o olhar cumplice excitava, mas o que eu queria, não era o que desejava. Eu era boderline.

Vivi um relacionamento de idas e vindas, procurava nos outros o que não achava nele, procurava nele o que os outros não tinham, cada volta tinha um prazo de validade determinado, essa traição, esse relacionamento io-io me machucava, mas a dor era nobre: sofrer por amor, quem não iria querer, o qual nobre a dor do amor é, ela vale por todas as dores, a dor do amor lhe torna vítima e não algoz e saber disso é incrível.

A promiscuidade para um boderline é uma sensação única, o sangue ferve, o pelo eriça, a mente voa, o prazer da hora, prazer... tesão mesmo, é algo incrível, você se sente bem, se sente desejado, amado, seduzido e sedutor. Foi difícil me descobrir boderline, aliás eu nem sabia o que era ser um boderline, até agora.

Eu o amava, isso é verdade, a mais pura verdade, mas também era verdade que a traição me eriçava, o cheiro de sexo, o sentido, os olhos, o sexo era a minha droga, que eu consumia de forma louca e desejava ardentemente.

Após cada escapada, para traída eu me sentia sujo, imundo, tomava banhos longos, para tirar da minha pele, do meu pelo o cheiro do mau, o cheiro do que aquilo representava, mas era por pouco tempo, logo depois... adivinha? Lá estava ele o desejo que me consumia, que me inundava, que me fazia me sentir melhor, o que eu queria? Corpos, braços, sussurros no pescoço e tudo o mais que eu merecia, era instantâneo, sim, eu sei, mas era o que eu queria, hoje vejo os meus erros, mas vejo muito mais que um simples erro, vejo um comportamento boderline."

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Patriotistmo instatâneo.

Ontem o Brasil jogou a semifinal da Copa do Mundo 2014, em um vergonhoso futebol, a seleção canarinho perdeu de 7 a 1 para a técnica alemã. A derrota  da nossa seleção foi vexatória e sobre isso há um consenso, porém as ações pós jogo é que devem ser vistas, em São Paulo alguns torcedores queimaram a bandeira, em Minas agressões e violência gratuita foram como os maus perdedores se manifestaram.
A isso creio que devo explanar sobre o que é ser brasileiro. O jogo foi péssimo? Sim. Perder de 7 a 1 para um time sem tradição como a Alemanha foi vergonhoso? Foi, porém o patriotismo está além das chuteiras e dos gramados, e ai vejo que o brasileiro infelizmente não sabe ser patriota, ou sofre do que chamo de patriotismo instantâneo.
É muito fácil amar e admirar a sua nação quando ela é vencedora e está trazendo mais uma taça, mas será que isso é amar corretamente a sua nação? O Brasil não tem apenas o futebol, temos também a mais bela costa, as mais belas praias, temos as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal, toda a região Amazônica, em Belém do Pará temos a maior representatividade católica, o Círio de Nazaré, temos o mais belo Carnaval, além da bela festa de bois do Parintins, temos o açaí, a goiabada, a rapadura, o doce de leite e o pão de queijo mineiro.
Temos o Cristo Redentor, temos o samba e a gafieira, temos o Pelourinho, o acarajé, as baianas e o Olodum, temos a única cidade planejada, temos o Corcovado, o Morro Dois Irmãos, tivemos Carmen Miranda, Braguinha, Mário Lago e Ataulfo Alves, tivemos Janete Clair, Tancredo Neves, Juscelino e outros políticos, que por algum motivo nos encheram de orgulho.
Não ganhamos um jogo, mas ganhamos outros cinco campeonatos, e mais outros cinco campeonatos virão, enquanto isso teremos o merecido descanso nas praias tomando a nossa legítima caipirinha, iguaria eleita por 10 entre 10 estrangeiros como a coisa mais lembrada do Brasil.
Sou brasileiro não porque ganhei um jogo, sou brasileiro porque nessa pátria mãe gentil, que aqui recebeu também de braços abertos japoneses, italianos, libaneses, turcos, gregos e outros tantos, que fizeram desse país o que ele é, um país forte e eclético, miscigenado e lindo, sou brasileiro e me orgulho disso, nunca queimarei minha bandeira e sempre me manifestarei contra as coisas arbitrárias na urna.
Desculpe, mas não sofro de patriotismo instantâneo.

sábado, 5 de julho de 2014

Qual a dimensão da felicidade?

Qual o tamanho da felicidade? Seria ela mensurada por algo? A felicidade é observada pela plenitude física e espiritual, embora muitas vezes as pessoas liguem a felicidade a algo tátil, o bem estar pode ser conseguido por uma felicidade etérea, algo que não pode ser tocado, mas sentido.
A felicidade não tem tamanho, nem se consegue dimensiona-la, porém creio que o nosso maior erro, enquanto seres humanos, é "tirar" a felicidade de nossas mãos e coloca-la nas mãos de outros, para muitos, a felicidade está relacionada ao amor, ao afeto, ou seja: a dependência de outra pessoa, isso nos tira o fardo de sermos únicos responsáveis por nossas alegrias.
Essa felicidade conjugal deve ser complementar, mas não devemos subsidiar nosso sentimento para outra pessoa, temos que ser felizes por sermos, temos que nos sentir plenos pelo simples fato de sermos nós mesmos.
Aprendi a duras penas a não terceirizar a minha felicidade, como muitos, acreditava que o amor sanaria buracos e aplacaria tristezas e dores, graças a esse pensamento houveram muitos dias de uma tristeza que beirava o melancólico, mas era apenas ridícula, hoje eu aprendi que o primeiro amor é o próprio, aprendi a gostar de mim, da minha vida, dos meus amigos, do que me cerca, aprendi que tudo tem o seu tempo, seja de começo, seja de fim, e ao findar posso até me dar ao luxo de chorar, mas por apenas um dia.
Aprendi que a felicidade vem de mim, é algo interno que deve se exteriorizar para que aí sim eu seja interessante, me tornei uma figura narcisista, até afirmo essa positiva, mas o narcisismo não é algo egoísta, mas sim é o extremo do se amar, eu gosto de quem sou e de quem me tornei, me fiz assim com doses de açúcar e afeto, ambas aplicadas por mim e ninguém mais.
Sou o que sou, sou dono de defeitos e qualidades incalculáveis, errei por diversas vezes, mas errei para me tornar melhor, para ser melhor, e se hoje sou assim devo a mim e as pseudo-felicidades que foram embora pelo caminho.