Ontem o Brasil jogou a semifinal da Copa do Mundo 2014, em um vergonhoso futebol, a seleção canarinho perdeu de 7 a 1 para a técnica alemã. A derrota da nossa seleção foi vexatória e sobre isso há um consenso, porém as ações pós jogo é que devem ser vistas, em São Paulo alguns torcedores queimaram a bandeira, em Minas agressões e violência gratuita foram como os maus perdedores se manifestaram.
A isso creio que devo explanar sobre o que é ser brasileiro. O jogo foi péssimo? Sim. Perder de 7 a 1 para um time sem tradição como a Alemanha foi vergonhoso? Foi, porém o patriotismo está além das chuteiras e dos gramados, e ai vejo que o brasileiro infelizmente não sabe ser patriota, ou sofre do que chamo de patriotismo instantâneo.
É muito fácil amar e admirar a sua nação quando ela é vencedora e está trazendo mais uma taça, mas será que isso é amar corretamente a sua nação? O Brasil não tem apenas o futebol, temos também a mais bela costa, as mais belas praias, temos as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal, toda a região Amazônica, em Belém do Pará temos a maior representatividade católica, o Círio de Nazaré, temos o mais belo Carnaval, além da bela festa de bois do Parintins, temos o açaí, a goiabada, a rapadura, o doce de leite e o pão de queijo mineiro.
Temos o Cristo Redentor, temos o samba e a gafieira, temos o Pelourinho, o acarajé, as baianas e o Olodum, temos a única cidade planejada, temos o Corcovado, o Morro Dois Irmãos, tivemos Carmen Miranda, Braguinha, Mário Lago e Ataulfo Alves, tivemos Janete Clair, Tancredo Neves, Juscelino e outros políticos, que por algum motivo nos encheram de orgulho.
Não ganhamos um jogo, mas ganhamos outros cinco campeonatos, e mais outros cinco campeonatos virão, enquanto isso teremos o merecido descanso nas praias tomando a nossa legítima caipirinha, iguaria eleita por 10 entre 10 estrangeiros como a coisa mais lembrada do Brasil.
Sou brasileiro não porque ganhei um jogo, sou brasileiro porque nessa pátria mãe gentil, que aqui recebeu também de braços abertos japoneses, italianos, libaneses, turcos, gregos e outros tantos, que fizeram desse país o que ele é, um país forte e eclético, miscigenado e lindo, sou brasileiro e me orgulho disso, nunca queimarei minha bandeira e sempre me manifestarei contra as coisas arbitrárias na urna.
Desculpe, mas não sofro de patriotismo instantâneo.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
Qual a dimensão da felicidade?
Qual o tamanho da felicidade? Seria ela mensurada por algo? A felicidade é observada pela plenitude física e espiritual, embora muitas vezes as pessoas liguem a felicidade a algo tátil, o bem estar pode ser conseguido por uma felicidade etérea, algo que não pode ser tocado, mas sentido.
A felicidade não tem tamanho, nem se consegue dimensiona-la, porém creio que o nosso maior erro, enquanto seres humanos, é "tirar" a felicidade de nossas mãos e coloca-la nas mãos de outros, para muitos, a felicidade está relacionada ao amor, ao afeto, ou seja: a dependência de outra pessoa, isso nos tira o fardo de sermos únicos responsáveis por nossas alegrias.
Essa felicidade conjugal deve ser complementar, mas não devemos subsidiar nosso sentimento para outra pessoa, temos que ser felizes por sermos, temos que nos sentir plenos pelo simples fato de sermos nós mesmos.
Aprendi a duras penas a não terceirizar a minha felicidade, como muitos, acreditava que o amor sanaria buracos e aplacaria tristezas e dores, graças a esse pensamento houveram muitos dias de uma tristeza que beirava o melancólico, mas era apenas ridícula, hoje eu aprendi que o primeiro amor é o próprio, aprendi a gostar de mim, da minha vida, dos meus amigos, do que me cerca, aprendi que tudo tem o seu tempo, seja de começo, seja de fim, e ao findar posso até me dar ao luxo de chorar, mas por apenas um dia.
Aprendi que a felicidade vem de mim, é algo interno que deve se exteriorizar para que aí sim eu seja interessante, me tornei uma figura narcisista, até afirmo essa positiva, mas o narcisismo não é algo egoísta, mas sim é o extremo do se amar, eu gosto de quem sou e de quem me tornei, me fiz assim com doses de açúcar e afeto, ambas aplicadas por mim e ninguém mais.
Sou o que sou, sou dono de defeitos e qualidades incalculáveis, errei por diversas vezes, mas errei para me tornar melhor, para ser melhor, e se hoje sou assim devo a mim e as pseudo-felicidades que foram embora pelo caminho.
A felicidade não tem tamanho, nem se consegue dimensiona-la, porém creio que o nosso maior erro, enquanto seres humanos, é "tirar" a felicidade de nossas mãos e coloca-la nas mãos de outros, para muitos, a felicidade está relacionada ao amor, ao afeto, ou seja: a dependência de outra pessoa, isso nos tira o fardo de sermos únicos responsáveis por nossas alegrias.
Essa felicidade conjugal deve ser complementar, mas não devemos subsidiar nosso sentimento para outra pessoa, temos que ser felizes por sermos, temos que nos sentir plenos pelo simples fato de sermos nós mesmos.
Aprendi a duras penas a não terceirizar a minha felicidade, como muitos, acreditava que o amor sanaria buracos e aplacaria tristezas e dores, graças a esse pensamento houveram muitos dias de uma tristeza que beirava o melancólico, mas era apenas ridícula, hoje eu aprendi que o primeiro amor é o próprio, aprendi a gostar de mim, da minha vida, dos meus amigos, do que me cerca, aprendi que tudo tem o seu tempo, seja de começo, seja de fim, e ao findar posso até me dar ao luxo de chorar, mas por apenas um dia.
Aprendi que a felicidade vem de mim, é algo interno que deve se exteriorizar para que aí sim eu seja interessante, me tornei uma figura narcisista, até afirmo essa positiva, mas o narcisismo não é algo egoísta, mas sim é o extremo do se amar, eu gosto de quem sou e de quem me tornei, me fiz assim com doses de açúcar e afeto, ambas aplicadas por mim e ninguém mais.
Sou o que sou, sou dono de defeitos e qualidades incalculáveis, errei por diversas vezes, mas errei para me tornar melhor, para ser melhor, e se hoje sou assim devo a mim e as pseudo-felicidades que foram embora pelo caminho.
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